quinta-feira, 10 de junho de 2010


PRECE

Oh criatura luzente de afetos frêmitos,
De intensos prazeres, de doutrina leve,
Que na epístola mordica se descreve;
E que se desfaz, e se lança ao infinito...

Criatura de imensa voz, e de um mito;
Do irreal dos louvores, único e breve,
E das palavras, que sombria se escreve
O amor, desleal de solidão, e maldito...

Oh ser que de paixão fremida se renova,
Que se arremessa, e que se prova
Na imortal combustão de suas dores...

De o seu ventre alimenta-me em calor,
Traz-me o seu fruto, imune de dor;
O de igual coração, o de seus amores!

(Poeta Dolandmay)

3 comentários:

  1. Poeta
    Como sempre um maravilhoso poema, gosto muito de o ler.

    Beijinhos
    Sonhadora

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  2. EDIFICANTE,MARCA NA ALMA,LINDO MESMO AMEI.REGINA.

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