sábado, 20 de agosto de 2011


Meu livro

O tempo passa... Que pena o tempo
Não se disfarça, não me persiste...
O tempo passa... Lá vem o vento
À minha face, que nada existe...

E vem o tempo... Que não é tempo...
Olha ela aí, — minh’alma triste...
E vem a noite; meu sentimento
N’ la sem lágrimas que me resiste

...Visão sem olhos, corpos sem luz,
Amor sem cor que não traduz
O espaço fúnebre de seu infinito...

Lá vai a vida... Tempo sem nada...
Sem quer paixão nem gargalhada,
Vão-se em fólios, desejos, e mito...

(Poeta Dolandmay)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011


Ressurreição

“Eu deixei que o mundo falasse de mim,
Que me vissem como um mendigo.
Eu deixei que todos me vissem assim:
Ele é aquele que roga aos céus, perdido.

Nesse mundo de vaidades eu fui perigo.
Aos reis, santo sem morte e nem fim...
Donde o amor não morre fui querubim.
E o meu sangue ao mundo, esculpido...

Daquele de que fui traído, beijei a face,
— Do mau que o ordenava ficar de pé
A ornar o meu corpo triste sobre a cruz...

E daqueles que de mim, oração falasse,
Eis que os ressurge a salvação, e fé...”
Disse aquele que nos deu a vida: Jesus!

(Poeta Dolandmay)

quinta-feira, 21 de julho de 2011


Amor-Perfeito

Não, desta vida não quero mais nada!
Já tenho tudo! Porque Ele me deu
As grandes asas para voar na alvorada
A atravessar o mundo entre Ele e eu...

Não tenho mais medo da madrugada,
Nem tenho medo de quem a viveu...
O amanhecer vem na terra encantada
Sobre a alma pura que não pereceu!

De tudo em mim restaram os amores...
Puros, infantes, amantes das flores
Por curvar-me no amor dos afetos teus!

Não fizeste de mim um ser puro ainda
Por antes de beijar-lhe a face linda
Porque Ele é vida! Porque Ele é Deus!

(Poeta Dolandmay)

sábado, 16 de julho de 2011


Dilúculo

Luz da manhã
Como o ouro da montanha alta,
Intocável virgem,
Conforto da noite morta...

Sonhos à brisa fresca
Beijando a face das flores,
O verde das árvores,
A alma vagante da noite...

Calor do sol
Aquecendo os túmulos brancos
E os negros, e os perdidos
Na esperança do conforto...

Luz da manhã
Como a face dos anjos eternos,
Dos sonhos inocentes,
Das estradas silenciosas...

Mesmo o meu corpo frio
Desconhecido aos céus,
Nas promessas eternas do tempo,
Elevai as minhas grandezas...

Luz da manhã,
Que os teus sorrisos eu não perca
Nas horas do dia,
No crepúsculo da vida...

(Poeta Dolandmay)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ao vento

A noite vem chegando, meu amor,
Cantas-me baixinho a tua canção...
E os meus ouvidos em solidão,
Deixa-os embriagar ao seu primor...

Cantas minh’alma ao seu esplendor,
Deixas que pulse o meu coração...
E no meu ilusivo à devassidão,
Cantas-me baixinho a minha dor...

Há gargalhadas que não são sorrir,
Há ventos que não são cantigas
E há lágrimas que não são chorar...

A minha dor na noite, se passa a rir
Em cantos inquietos, que antigas,
Foras os dias por meu amor cantar...

(Poeta Dolandmay)

quinta-feira, 7 de julho de 2011


À Solidão

Nessa terra que eu sei lá se têm alguém
Eu vou caminhando ao meu destino
Sem saber dele, ou se dele em mim contêm
O que eu sempre busquei aos desatinos...

Nessa terra que eu não vivo pra ninguém
Há em mim murmúrios de céus divinos...
São as estranhas vozes do meu além,
Da angústia extrema em que eu peregrino...

Os medos me dominam por toda a estrada,
Mas em mim há uma luz, uma alvorada,
Uma esperança por vaguear esse caminho...

E nessa terra em que eu não sou ninguém,
Um estranho que aqui não se sente bem,
Talvez, o meu destino não seja ser sozinho...

(Poeta Dolandmay)

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Outrora

Saber o que eu fui? Ah, eu não sei!
Talvez, eu fui um vil, sei lá o quê...
Pois que a esse mundo me despertei
Como mendigo que ninguém vê...

Sim, devo ser quem dantes julguei:
“Coitadinho!” Oh, vida, tal qual você!
Pois que nem agora a encontrei...
Hoje eu vivo assim... Sei lá por quê!

Eu vivo assim: “Como um coitado”
Em versos loucos e endoidado
Procurando rosas onde não têm!

Mendigo! Sem nada! Eu sei que sou!
Que vive a procurar por um amor
Numa terra que nem sei ser alguém!

(Poeta Dolandmay)

quarta-feira, 29 de junho de 2011


Às Preces d’ Eles

Oh, vis, malditos seres iludidos
Que não conhecem o amor,
Nem ao menos o seu esplendor...
Que ao mundo vivem perdidos,

Que aos céus foram esquecidos,
Pois em vós há astros sem cor...
Que ao corpo não sentem calor,
Que em cânticos são deprimidos...

Fazeis fulgor aos seus acalantos;
O pudor que os vestem aos cantos
De paz e das verdades em luz...

Colheis em vós os afetos sagrados;
Pois que os livram dos pecados,
Que ao amor bendito os conduz...

(Poeta Dolandmay)


Por todos os dias...

“Que Deus esteja sempre conosco
amenizando as nossas noites
e nos alimentando com a luz do dia.
Que Deus não nos deixe confundir
o amor que no mundo nos é a vida;
o vigor que mortal algum há de apagar.
E que esse amor seja para sempre
a fonte e a luz das nossas almas
à nos conceder os céus e a vida eterna.”

(Poeta Dolandmay)


Recomeçar...

“Nada nos é tão puro quanto às lágrimas da verdade;
O reconhecimento da esperança e a renovação dos sonhos...
Nada nos é tão magnífico quanto o amor próprio.”

(Poeta Dolandmay)


Falando de amor...

“Nós falamos de amor e ao mesmo tempo
choramos o amor, talvez por não sabermos compreender
o que o próprio amor nos fala ao coração.”

(Poeta Dolandmay)

quinta-feira, 16 de junho de 2011


O PRIMEIRO VOO

Amanhece, em um dia de fim de semana.
Meu coração palpitante estremece...
É chegada a hora de me provar ao mundo.
Indagados seres me esperam, ovacionados
Por suas grandes obras, nostálgicas, em alegrias.
Apresento-me! Pois não? Narra-me seu nome...
Cumprimentos... Mãos encolhidas, sujas!
Mãos limpas estendem-se, sem orgulho!
Rostos nojentos tiram-me com os olhos de ateus.
Faces perfeitas sorriem com a beleza dos anjos!
Uma cor! Um espinho! Um desespero! Uma flor!
Acalma-se, oh, alma, dentro de mim... Um anjo!
Um olhar surgiu-me na rua, tímido, recolhido.
Outros tão abertos, grandes, temidos...
Um anjo desce-me do céu, salvação d’um Poeta!
Olha-me nos olhos, me acalma, me segue...
O desespero acaba por uns momentos, sobre a cor!
Já da flor, sinto o aroma mais perfeito, já visto!
O espinho perfura-me o cerne, este o mais temido!
Críticos, hipócritas, devoradores de sonhos...
Velhos nostálgicos! Donos do mundo!
Carlos, Vinícius, Quintana, não!
Velhos idolatrados por seu próprio ser!
(Comedores de almas!)
Cala-se o Poeta, tímido, sem som na fala...
Ao seu canto recolhe-se sobre a proteção do anjo!
Por um instante, envolve-me sob o seu mantéu...
É a primeira vez do pássaro fora do ninho.
Marca-se a experiência, agora sim, segura!
Completa suas asas, por voar ao mundo, em ferozes traças!
Da cor: um agradecimento, um beijo!
Do espinho: uma cicatriz eterna!
Do desespero: um sofrimento necessário!
Da flor: um coração marcado!
Do anjo: faço completo silêncio... Obrigado!

Poeta Dolandmay

segunda-feira, 13 de junho de 2011


Nunca desista de viver...

Mesmo que as feridas te cocem,
assim mesmo, as abençoe,
pois se ali estão é porque te tens a carne,
e porque ali te tens os sonhos,
e a esperança que elas se aliviem.

(Poeta Dolandmay)

quarta-feira, 8 de junho de 2011


Eu seria vítima de cegos...

Os espíritos são silenciosos e estão
Na nossa alma e sabedoria!
Muitos acham que recebem espíritos de Luz,
Mas, nós somos os próprios espíritos de Luz!
Somos a nossa própria sabedoria e amor!
Somos seres Divinos de Deus aqui na terra e,
Futuros seres divinos dos céus!
Não existem espíritos bons aqui, se não, nós mesmos!
Nós somos os Anjos de Deus na terra que,
Aqui estamos por provações!
Aqueles que se batem, se falam, se imitam, são maus!
E existem... Mas são dos enganos que aqui moram...
Se entendêssemos os mistérios...
Mas a nossa própria ignorância nos priva disso!
Nós já nascemos com a divindade de Deus!
Não se deixe enganar jamais!
Para aquele que te sopras, o rebata com a sua Fé.
Para aquele que te enfeita o coração, o acolha em sua alma.
Somos o propósito da existência...

(Poeta Dolandmay)

sexta-feira, 3 de junho de 2011


Abaixo dos céus...

“Vivemos em um mundo de engano
onde nos provamos de tudo,
e tudo hás de nos ser provado.”

(Poeta Dolandmay)

quinta-feira, 2 de junho de 2011


UMA PALAVRA

Deus não deseja que esperemos
cair nada de os teus céus!
A voz Dele é a nossa força e sabedoria...
“Faça, que eu os Abençôo, disse o Senhor.”

Deus fala por mim!
Assim eu julgo tudo que escrevo...
Pois sinto que, a alguém Ele quer falar...
Se não a mim mesmo.

A minha alma canta o Amor que sinto pela Vida!
Se pudéssemos desvendar os mistérios...
Mas algo há para nós, e viveremos...

E vivendo...
Que os medos não nos atormentem...
O nosso Deus e seus anjos são maiores!
Confortem-se Neles.

(Poeta Dolandmay)

quarta-feira, 25 de maio de 2011


INSUFICIENTE

Olho para o céu e nada vejo,
tento falar com Deus do meu desejo,
mas parece não me escutar;
apenas as nuvens se movem sem parar...
E tudo parece que não existe.

Ao meu pensamento tento entender
como é que eu posso assim viver
se tudo ao meu amor vive tão triste...

(Talvez seja eu,
quem nunca quis mudar...)

O que Deus tem a ver comigo
se dentre aos mandamentos sou perdido;
uma alma destroçada sem amar...

Ao meu canto eu nada vivo!
Tudo em vão...

(Talvez seja eu,
quem não o ouviu falar...)

Poeta Dolandmay

terça-feira, 17 de maio de 2011


Benditos sejam os distúrbios da razão

“Que a minha alma persista ao conforto de Deus,
e na esperança, que ELE,
um dia me conceda o bem que mereço,
e se, eu não merecer, nessa vida,
é porque assim tem que ser, e assim será perfeito!
Pois os meus olhos haverão de enxergar os meus sonhos
nitidamente como eles são.”


(Poeta Dolandmay)

sábado, 7 de maio de 2011


UM DIA PARA SER FELIZ

“Às vezes, até nos parecem ilusões,
que todos os dias desse mundo são nossos...
Como eles nos roubam à felicidade
sendo que ela está em todos os lugares?
Ela parece que nunca nos vê...
Como podemos pensar em sermos felizes
se ao mesmo tempo somos tristes
por não termos coragem de encarar a vida?
Que todos esses dias, os amargos,
os incrédulos e os miseráveis nos percam,
pois um dia, teremos que olhar para trás...
E o que veremos?”

(Poeta Dolandmay)