quarta-feira, 25 de maio de 2011

INSUFICIENTE
Olho para o céu e nada vejo,
tento falar com Deus do meu desejo,
mas parece não me escutar;
apenas as nuvens se movem sem parar...
E tudo parece que não existe.
Ao meu pensamento tento entender
como é que eu posso assim viver
se tudo ao meu amor vive tão triste...
(Talvez seja eu,
quem nunca quis mudar...)
O que Deus tem a ver comigo
se dentre aos mandamentos sou perdido;
uma alma destroçada sem amar...
Ao meu canto eu nada vivo!
Tudo em vão...
(Talvez seja eu,
quem não o ouviu falar...)
Poeta Dolandmay
terça-feira, 17 de maio de 2011

“Que a minha alma persista ao conforto de Deus,
e na esperança, que ELE,
um dia me conceda o bem que mereço,
e se, eu não merecer, nessa vida,
é porque assim tem que ser, e assim será perfeito!
Pois os meus olhos haverão de enxergar os meus sonhos
nitidamente como eles são.”
(Poeta Dolandmay)
sábado, 7 de maio de 2011

UM DIA PARA SER FELIZ
“Às vezes, até nos parecem ilusões,
que todos os dias desse mundo são nossos...
Como eles nos roubam à felicidade
sendo que ela está em todos os lugares?
Ela parece que nunca nos vê...
Como podemos pensar em sermos felizes
se ao mesmo tempo somos tristes
por não termos coragem de encarar a vida?
Que todos esses dias, os amargos,
os incrédulos e os miseráveis nos percam,
pois um dia, teremos que olhar para trás...
E o que veremos?”
(Poeta Dolandmay)
quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eu me perdi ao mundo em fogo extremo
por melancólicos vícios desprezados,
que aos seus lavores imaculados
me prendeu n’alma tudo o que tenho...
E por medo a sanidade eu me condeno
nesse achaque a devaneios desconcertados
por morrer à devassidão os condenados,
qual a mim, eternizados, no que temo...
Todavia, oh, imaculada, do além desprezo
em mim não esqueço do amor que tens,
e nem ao menos dos risos que eu já lhe dei...
Pois, aos versos em verdade eu te apreço,
mesmo a mim, ter condenado, aos seus bens,
em amor, oh, vida, lhe canto o que julguei.
(Poeta Dolandmay)
quarta-feira, 20 de abril de 2011

ESPERANÇA
No mar do meu sonho
Existe um monstro
Que as águas aumentam
Por te ver chorar
Pelo naufrágio do teu amor,
Que lhe poste a findar
Emboscado por angústia!
Sem que estivesse pronto,
O teu mundo acabou...
Porque não pode amar,
Nem ao menos pode viver
Tudo que lhe foi dado!
Em um mundo de desamor
Não pode sonhar...
Emboscado em teu ser!
Talvez um dia o encontre,
Quem sabe ainda vivo
Eu o possa salvar...
Quem sabe não morreu,
Esperando encontrar
A alma pura da vida!...
“Porque o amor não perece!
Faz-se forte e se multiplica
Diante de toda melancolia,
Que ao ser lhe faz afadigar...
Diante de toda nostalgia,
Que lhe tira a esperança...
Mas se renova no Senhor!”
(Poeta Dolandmay)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
ESPERANÇA OCULTA
Tu, que sempre me foste paz,
nesta hora, em blasfêmia me traz
as angústias dos meus medos...
Tu, que sempre me foste amor,
nesta hora, em arrogância e dor
me oculta os fúteis segredos...
Os sôfregos d’um dia eterno,
que na ardência ao fogo quente,
na alma me corrói e sente
os compulsivos necrológios...
Instante a cifrar meus anseios,
que na obscura claridade
de o meu temor à sanidade
me fazes parar os relógios...
Tu, agora, euforias me contes...
Pois, pregado atrás dos montes,
me encontro à cruz dos teus seios.
(Poeta Dolandmay)
terça-feira, 5 de abril de 2011
ILUSÃO
Eu não quero o mundo, não amo o mundo
que se faz solitário aos meus sentidos,
aos meus amores, e aos jardins benditos
que me são fiéis, e que me são profundos...
Não quero parar, nem pensar, – oh! no fim!
que tudo poderá acabar sem reconhecer
a estrada em que eu caminho, sem perder
as ilusões que se rogam dentro de mim...
Nostálgica me é a vida, o amor me é existir;
sem saber que aos corações nunca pude
o prender, nem mesmo, com ele me iludir.
Estranho me diz a transparência: estranho!
Como é que eu verso o amor em atitude
se dentro de mim, eu apenas com ele sonho...
(Poeta Dolandmay)
terça-feira, 22 de março de 2011

Visto-me com os trapos do amor,
Devassando-me com a louca paixão
Dos amores que ferem sem pudor,
Sem pensar no meu pobre coração...
Eu quis ter um amor que não era meu!
Para que, assim, fosse embora a solidão...
Fantasia d’um doido que, então, morreu,
Como essência esparramada pelo chão!
Mas, eu hei-de ter o afeto verdadeiro,
Terno, doce, meigo, assim sisudo...
Que seja o último, porém, o primeiro!
E conhecer um dia o seu conteúdo,
Lhano, amável, leal, assim inteiro...
Sincero! E que me ame mais que tudo!
(Poeta Dolandmay)
quinta-feira, 17 de março de 2011
A VIDA
Fazer a vida viver tão livre...
Como é bom viver de esperanças...
Viver dentro de um coração
Como as almas divinas do além...
Partem a este mundo tão soltas...
Procuram infantes lembranças,
Vão livres ao tempo vagando
A brincar de encontrar um alguém...
Que esteja a nossa porta aberta...
Que entrem em nosso peito sonhando...
Dentro do coração que nos resiste
As mantas sagradas do céu...
Como é bom fazer do passado
Um presente futuro pra amar...
Pois assim, seguiremos acreditando
O afeto que um tanto deixamos
Se perder tão vil; o Amor!
Que todos vivam para sempre...
Como é bom acreditar no eterno...
Acreditar que, um dia, viveremos
Os sonhos, no todo infinito esplendor.
(Poeta Dolandmay)
sexta-feira, 11 de março de 2011

CONSUMAÇÃO
Neste momento de pesar
Torna-se mudo os meus sentidos,
Não há nada por pensar,
Não há nada o que eu possa ser,
Não há nada por dizer
Aos meus próprios ouvidos.
Lamentações me cercam,
Angústias me prendem a este mundo
Incompleto de justiças, e de amor.
A todo o momento
Eu busco me reencontrar,
Mas apenas são lamentos
O que eu ouço pelo ar...
Um ar execrável, e de dor.
Não vejo vida, não vejo esplendor
Que possa dizimar o perecer
Da minha esperança,
Da minha promessa eterna
E do meu intenso viver...
Mas eu ainda sei
Que dentre as noites dos meus altos,
Que dentre tudo que esperei,
Na existência de muitos séculos,
Haverá de me reencontrar
A luz branca dos céus!
(Poeta Dolandmay)
terça-feira, 1 de março de 2011

À MULHER DOS SONHOS
No além do mundo, ainda serás a rainha dos sonhos...
Tão distante de mim, dentre os céus, a tua imagem;
flor que desabrocha entre as nuvens, verão meus olhos.
Sem corpo, como a brisa, ainda tocará a minha pele...
Serão teus os meus pensamentos, e a minha esperança
de te alcançar na imensidão e tocar o teu espírito
para toda a eternidade permanecerá em mim...
Vais, orgulhosa como as folhas das árvores, o seu intento
cumprido está em meio os jardins, pois é inverno,
e logo chegará o novo sol, e nova nascerás entre os anjos.
Hás de chegar o meu tempo, sobre o seu tempo em vida;
existência que agora te pertence em meio às estrelas, e
no além do mundo, ainda será o teu brilho como o da lua.
(Poeta Dolandmay)
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

DEPOIS DA NOITE
Os dias são tão curtos
E de uma maneira tão cega,
Que plenos os absurdos
Na alma nos carrega.
Tudo é intocável...
E vil nostálgica é a luz
Dentre as crenças que conduz
O Amor, indecifrável...
Razão que nos impera
E nos prega a cruz santa
Do passado, que distante,
A paixão uma consoante
As vozes tudo canta.
E quando a noite chega à lua,
Aos céus se perpetua
Um novo dia a nascer...
Que a esperança desse dia
Não se impere a agonia
Que novamente irei viver...
(Poeta Dolandmay)
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011

ANJO DE LUZ
Conheci um rapaz
Às voltas do mundo
Que tinha um sentir
Lindo e profundo.
Ele saltava
Em meio às estrelas,
Passava por volta
De muitos planetas.
Mas um ele amava,
O bem mais azul...
Aquele dos céus,
Que vejo ao sul.
Com teu pensamento
Em longa fusela,
Corria ao vento
À luz amarela.
Nas costas as asas
Lhe eram bem longas,
Brancas quais neves
Que caem ao norte,
Rapaz de sorte,
Que o amor nos traz...
Um anjo rapaz,
Um menino talvez
Latino ou inglês,
Com todas as línguas
Fala português.
Amava a todos,
Com todos falava,
Em vozes benditas
Que Deus ensinava.
Mas há longo tempo
Não vejo o rapaz...
Ficou tão ausente,
O anjo entre a gente,
Que falta me faz...
Poeta da vida,
Que é luz fundida,
A nós uma escrita,
Somente deixou:
Que todos vos amam,
Pois vos amo demais...
Pra no voltar de um dia
Completar o amor!
(Poeta Dolandmay)
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Da embriagues, duma paixão crucificada...
Um avejão que me ronda amortalhado,
Um vil, um tolo, que jamais será amado,
Um espírito sem luz, uma vida sem nada!
Espectro doente, dum amor crucificado...
Folha seca, deitado ao chão, vida cruzada
A arrastar por entre a seda amortalhada
Os negrumes d’um coração despedaçado...
Vem num brado de saudade e de desejo
Murmurando a sua voz enternecida
Ao recordar em tua face o idôneo beijo...
Fala d’um amor que há tempo foi perdido...
E em sua voz embriagada e despercebida,
Que há séculos fora, por nome, esquecido!
(Poeta Dolandmay)

FOLHA SECA
Talvez sim, talvez não...
Quem sabe então, talvez,
Um dia eu te cubra
Com as vestes do amor...
Um amor complexo!
Aquele que digo
Ser o fulgor das estrelas.
Quem sabe então, talvez,
Nas luzes que são delas
O reflexo contigo
Pode ser de mim sensatez...
Pode ser a sua verdade,
Por um minuto de saudade
Ou, talvez, de dor.
Quem sabe então, volte
Entre a paixão que te cobre
A lúcida verdade
Do que te seja o amor...
Talvez!
(Poeta Dolandmay)
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

À POETA DA ROSA BRANCA
“Quando disseste que me beijavas, mulher,
aos sóis que não te vias, nas noites
em que, em ti eram infinitas;
bendita era a solidão que te acompanhava.
Pois nela, raros beijos eu te dava, inflamados
de amor, e de paixão...
O teu corpo, tão quente era em mim...
E os teus versos, tão claros eram aos meus ouvidos.
A tua boca eu sentia, no beijo que não davas.
E nada do meu amor te era engano.
Tanto que eu a amava, e tanto ainda eu a amo!
E a rosa branca que carregas, contém a fragrância
dos amores reais de meu espírito,
que, agora, aos inversos, em suas mãos estão
há séculos, oh bela, onde fomos condenados...
E a eles, dignos teremos que ser.
“ELES” que nos rondam, e nos guiam aos céus.”
(Poeta Dolandmay)
“In mistérios”



