segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010

NO RELÓGIO DA VIDA
Que mundo levanta um tempo?
Vagueio nos anseios do prazer,
Nas veias infinitas do intento
Que hás num ar vago a morrer,
Que hás num ciclo de momento,
Visto que é postado a todo ser
Um dia abrangente a perecer,
Ou um largo cálice de lamento.
Posto que, noutra era, num além
Não há uma tristeza de estar,
Visto que a todo tempo também
Não há outra vida a reencontrar,
Não há outro destino que contêm
O desejo d’outro tempo levantar!
(Poeta Dolandmay)
terça-feira, 10 de agosto de 2010

A ETERNIDADE
Há coisas que não podemos entender
Antes que nos seja permitido...
Deus é tão claro com todos,
E, mesmo assim,
Teimamos em querer entender
O que já nos é entendido.
Pois que, o nosso único mandamento
É o amor-perfeito.
Assim que é direito, entendo.
Buscamos o que já temos,
E o que já nos é eterno para todo o sempre...
Visto que, dignamente,
É o que nos anseia o coração:
A eternidade inteira...
No mesmo tempo, velamos a morte,
Como que nos fossem a única vida,
A única corrente entre um caminho de sorte,
Onde há chegada, e onde há partida.
Mas certo que qualquer arvoredo
Nasce e se faz expor ao tempo de sol,
Como que cedo viesse a noite,
Como que os dias se clareassem no arrebol.
(Poeta Dolandmay)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SOLIDÃO OCULTA
Por que se esconde?
Tão oculta à visão.
Diz-me, donde
Está o seu coração.
Pregado na vida?
Donde está? Perdida,
Na voz da ilusão.
Por quê?
Oh, triste solidão.
És de amor?
Ou apenas canção.
Vivencia momento
De real sofri-dão!
Pele cortada, do nada,
Sem uma razão.
Porque mais parece
Um vulcão erudito,
Da voz d’um mito
A gritar por paixão!
(Poeta Dolandmay)
Por que se esconde?
Tão oculta à visão.
Diz-me, donde
Está o seu coração.
Pregado na vida?
Donde está? Perdida,
Na voz da ilusão.
Por quê?
Oh, triste solidão.
És de amor?
Ou apenas canção.
Vivencia momento
De real sofri-dão!
Pele cortada, do nada,
Sem uma razão.
Porque mais parece
Um vulcão erudito,
Da voz d’um mito
A gritar por paixão!
(Poeta Dolandmay)

SONETO TRISTE
Quanta aflição, oh, triste agonia...
Espelho que me tinge a face.
O que há razão! Essa melancolia,
Sem ter “amor” não tem disfarce.
Lágrimas, que aos olhos nasce...
Pois que há vida, mas não há dia!
Não há prazer, imensa euforia
Que não se estende o seu enlace.
Por que me ocultas em prazer?
Se souberes que te sou tão forte,
Tão mais durável que meu viver...
Desfolharia, em mim, tua sorte?
Oh, vida! Dá-me seu renascer...
Para que, não te findes na morte!
(Poeta Dolandmay)
sábado, 31 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010

LAÇOS
Tantos sentimentos me perseguem...
E nesta vida em que eu vou passando
Céus inteiros me clareiam, quando
Todos os de bom amor me seguem...
Com a voz do infinito eu vou cantando
As melodias dos que não temem,
Dos que, nos louvores, prevalecem
Nos maus das noites dispersando...
Eu anseio qual se afia prudentemente,
O que não se firma em mau intento,
Que não se deixa amar secretamente.
Pois que os sentimentos nesse mundo,
Não inquire tudo o que se vai vendo...
Mas anseia o coração, que é profundo!
(Poeta Dolandmay)
segunda-feira, 26 de julho de 2010

NAS AFLIÇÕES
Hás de cumprir as coisas que te espera,
o que Deus quer de ti; as tuas provas.
Pois apenas ganharás o céu depois do teu intento.
“Não lhe deseje a morte,
pois a morte que deseja, é para sempre.”
E haverá mais uma prova do Senhor
sobre o céu, e sobre a terra;
sobre todos aqueles que confiam Nele.
(Poeta Dolandmay)

DENTRE OS CÉUS
Dorme tão linda, parece sonhar...
Vaga ao além dos teus sentidos,
Baila os teus cabelos compridos,
E a tua alma oira, deixa descansar...
Ainda quentes e sem tormentos,
Os teus ouvidos frágeis, cansados,
Na terra ouvem os teus amados,
E teus segredos, ciciam os ventos...
Abrem as portas dos teus céus!
Quanta luz, quantos amores,
Quanto sorriso alegre, e profundo...
Dorme tão linda, sob os teus véus,
Vaga entre o jardim das flores –
No repousar tranquilo desse mundo.
(Poeta Dolandmay)
*Poema dedicado a Débora Neves*
“In jardim das flores”
sábado, 17 de julho de 2010

PALAVRAS VAGAS
Não invoques o meu silêncio,
Pois é tão incandescido quanto a ti.
Não queiras entender como eu te amo,
Pois te ordenará em confusão.
Não me faça dizer-te palavras
Se não podes suportar minhas verdades.
Não acordes a minha alma
Se não podes confortá-la.
(Deixa-me com a minha solidão...)
E se não podes com a minha paixão
Deixe o meu coração dormir,
Já que não podes suportar o meu amor!
(Poeta Dolandmay)
quinta-feira, 15 de julho de 2010

SONETO VAGO
Porque à noite me abre triste
Num frio intenso sem amor,
E nessa ardência nada existe
E me falta à pele o seu calor...
Porque a lua é sem fulgor
E sem você nada consiste,
Porque em mim tudo persiste
Na luz branca do esplendor...
Porque morrem meus encantos
E intensos são meus prantos
Na noite imensa sem luar...
Porque eu perduro a solidão,
E na dor intensa ao coração
Eu vagueio sem te encontrar...
(Poeta Dolandmay)
Porque à noite me abre triste
Num frio intenso sem amor,
E nessa ardência nada existe
E me falta à pele o seu calor...
Porque a lua é sem fulgor
E sem você nada consiste,
Porque em mim tudo persiste
Na luz branca do esplendor...
Porque morrem meus encantos
E intensos são meus prantos
Na noite imensa sem luar...
Porque eu perduro a solidão,
E na dor intensa ao coração
Eu vagueio sem te encontrar...
(Poeta Dolandmay)
quarta-feira, 7 de julho de 2010

O POETA E A SAUDADE
(Errante)
Por que me enchestes de amor leve
Se tu sabias do meu peito forte?
Qual foi a razão do teu grito breve
Se na paixão não te cabia a morte?
Por que me fizeste um gosto imenso
Se qual o teu sabor não há doçura?
Se tu sabias do meu sol intenso
Por que me deixaste nessa tortura?
Nada a fizeste arder? Não há vida!
Tão vazia! Sombria e calma, solidão...
Gosto azedo d’um absorvente amor!
Onde me está ela, a ensandecida?
Por que a expulsaste do meu coração
Se sabias da amplitude de sua dor?
(Poeta Dolandmay)
sexta-feira, 2 de julho de 2010

INSÔNIA
O dia se faz frio sob o sol intenso,
A noite sobre a luz branca se faz casta.
Tudo esplêndido, mas nada me basta,
Nada me é na alma tão imenso!
A minha sede inda é maior, insana...
Tudo me é morto, a minha lua é extinta!
O meu desejo é d’uma luz profana,
Que digna a me clarear... Não minta!
Eu amo como ninguém tem amado,
Como um maldito ser endoidado
Que tão pequeno se sente no mundo...
Quero anoitecer no calor aberto do dia,
Mas nada me faz queimar! Imensa agonia,
Esfria-me a alma num sono profundo!
(Poeta Dolandmay)

VOLIÇÃO
Que tudo o que fui e tudo o que sou
Não se perca no tempo...
Que o espelho de mim reflita a um futuro breve
Não melancólico, ou triste, ou amargo,
Mas numa doçura leve...
Que o amor que tenho não seja esquecido
Como uma flor morta sobre a terra,
Mas que o lembrem para a eternidade...
E, de mim, do meu corpo,
Que os ventos o espalhe como cinzas ao mar!
(Poeta Dolandmay)
quarta-feira, 30 de junho de 2010

DIÁLOGO DA MEIA-NOITE
Ah, triste alma, à que veio?
Escritos estavam os seus dias
no livro divino dos céus.
Alheio, atentas o teu destino
no que te julga soberano;
na tua calma estranha,
e de conflito, e de engano.
Ao redor do que me clareia,
me ofuscas, e me consomes
quais as tais de suas leis
que não pregam as suas mãos,
que não são de suas bênçãos;
pois recriais os mandamentos
perante a sua eternidade.
Não serei igual a ti, oh turvo,
quais as tuas entranhas;
porque o meu cajado é sólido
sob as suas confusas tentações.
O meu caminho é o da verdade,
e a minha alma é pura.
Mórbido, são os teus dentes.
Não andarei pelo caminho
das tuas doutrinas, e não me
apegarei as tuas falsidades;
porque eu sou daquele
que não perece,
daquele que é de afeto, e de luz,
e o servirei eternamente;
porque Nele eu tenho prazer!
(Poeta Dolandmay)
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