segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015


Amar?


Amar não é somente beijar
ou deixar se influenciar
por uma face bonita; (fazer amor).
Amar também é compartilhar
as dores e os problemas;
é ajudar sem ao menos esperar
um outro querer amar.

(Poeta Dolandmay)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


Orgulho

O orgulho pode nos trazer o desprezo e a solidão.

(Poeta Dolandmay)

domingo, 22 de dezembro de 2013


Abstruso, amor...

Nada do que foi um dia será de volta
Nem algum amor complexo, puro,
O que foi desejo intenso, e seguro
Que nada voltará a ser paixão revolta!

Que entendo o pescador à vara que solta...
Que ao criador das águas, impuro
Por os teus olhos de feito escuro,
Por o mar azul de fulgor a minha porta...

Que o amor nos seja honrado!
Que nada nos seja de tristeza e de pecado,
Mas de pulsar intenso ao coração!

Que então, amor, ao meu corpo,
Que não seja o seu desejo implexo, absorto,
Mas que seja eterno sem ser vão!...

(Poeta Dolandmay)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013


Depressão

Sozinho, no escuro, vazio viver
Sem ninguém a te enxergar...
Como é bom sentir que de você
Não há ninguém a desventurar...

Sem cor e sem por quê
Nem mesmo o amor encontrar...
Não tendo culpa o sofrer
Nem mesmo o peito a amar...

Deitar ao chão do mesmo bem,
Murmurar, o que não se tem
Em sua já própria expressão...

E ouvir os fantasmas de antes
Em suas vozes, já distantes
Num cantar sem viver a ser vão!...

(Poeta Dolandmay)

Ninguém mais que ninguém

Por que, oh, vida? Por que me deixou
nesse mundo egoísta e sem fulgor?
Nessa terra negra de injustiça onde miseráveis
se idolatram como que nesse mundo vivessem...
— Porcos imundos que sozinhos se afligem —
que não sabem nada do que é viver...
Ricos, pobres, bonitos, feios, negros, brancos...
(Ninguém mais que ninguém)
Do amor, os desejo a justiça e a sabedoria
mesmo fugidias e exaustivas de mim;
porque eu não sei quem sou nesse mundo,
quais todos, ao mesmo pecado em cumprir...

(Poeta Dolandmay)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013


Filosofando

De loucuras fazemos o amor;
do amor que os loucos vivem...

(Poeta Dolandmay)

terça-feira, 5 de novembro de 2013


Extensão indefinida

Que não sejamos conspirados nem forçados a amar
o que não nos faz justo. Que o amor nos seja livre da inveja
e da ignorância. Que não inventemos o despeito alheio
para benefícios e glórias que não nos (caibam) ao espírito.

(Poeta Dolandmay)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013


Eis o mal do mundo...

Tudo é uma troca! Por quê?
Sentir sem sentir... dar pra receber!
Não! doar por amor...
Receber, consequências...

(Poeta Dolandmay)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013


Pós-dia

Por que se tem nesse mundo o segredo
Se que vivem por os deuses implorar
Vida sem noite e amor com luar
Na estrada em que seguem sem medo?

Olhem a morte que lá vem cedo!
Por anjos falam os que vêm encontrar
Paixão sem tempo e tempo sem ar
No fogo intenso sobre lança sem credo...

Seria o saber do que não se sabia, seria?
Forjar fortunas sem ação de morrer
E viver sem viver o que nunca se sente...

Por que rara cobra ao sol deveria
Atentar o despeito sem que fosse o temer
Do futuro em se exceder o presente?

(Poeta Dolandmay)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013


Metamorfose

Saber dizer,
Desprezar sofrer,
Loucuras puras,
Amor tanto;
Compreender é vida...

Voz erguida,
Paixão encanto,
Lua alvura,
Desejo amar;
Sem ser vão, viver...

Qual sol amor;
Cantar fulgor
E, (igual), enternecer...

(Poeta Dolandmay)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013


Da paixão ao fogo

Enlevado afeto que ao profano sente
O beijo em fogo no queimar a pele,
Que no fulgir paixão em corpo vele
O desejo arder no cumprir da gente!

E findar ardor que não for contente
No aventurar de luz, e, por aquele,
Se desdenhe em sede ao ardil mobele
No enlevar em flor o beijar ardente!

Que do suposto, aventura se vigore!
No acender a chama em mais primor,
De eloquente a cobardia se devore!

E no exaltar tão mais profundo ardor,
Que em disfarce gentil, implore
No emular mais alto, (o vosso amor!)

(Poeta Dolandmay)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013


Canção do amor em paz

Porque ao mundo é pra amar
Da forma que se convém
Mesmo se triste se encontrar
Porque à vida o sol se vem
De forma que se faz brilhar
Mesmo sem ter o mesmo bem...

Porque em tudo faz cantar
De forma simples pra sorrir
A buscar o amor cumprir
Mesmo sem ter o mesmo ar...

Se talvez fosse ao esplendor
Se tivesse em tudo o mesmo amor
E toda vontade fosse a mais
Aos prantos não teria a dor
Seria o chorar de amar em paz...

Pra que seja então cumprido
O amor cheio e infinito
Em tudo aquilo que não se tem
Há de buscar em luz viver
Cantar, sorrir, chorar também
E a todo amor compreender...

(Poeta Dolandmay)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013


Amor de aspecto

Sentimento, tão mais alto que a dor;
Solidão convulsa desalentada
Pela contextura mal feita e amargurada
Aos acalantos sem mesmo amor.

Ilusão, de apenas um peito em vigor;
Paixão que se eleva mais amada
No perdurar confuso, trama desdenhada
Que tece o linho leve e sem cor.

Que sem medida, a nenhum corpo serve...
Euforia causada; um coração que ama,
Que endoidece, e num só olho escreve

Elevado tão mais alto, mais que a chama;
No morrer opaco d’alma em neve,
Sem sol, ao tão pouco amor que clama.

(Poeta Dolandmay)

terça-feira, 1 de outubro de 2013


Viver de alta chama

Se o intento dos meus dias é de amor;
Vencido a minha penumbra desgastada
Contida a me compor a lua amada
Oferecida ao meu caminho em sol fulgor...

Que ao além de mim nem mesmo a dor
Por vezes nas torturas renovada;
Por tantas pretensões na longa estrada
Venceu a vida que a serviu em tão primor.

Que a tantos ofereço em alta chama
Presa ao meu peito sem chorar de arder
Vivendo e cantando o mesmo bem...

Que vencido o afeto ao coração que ama;
Que composta a ventura a se exceder
Nos complexos benditos que a todos têm.

(Poeta Dolandmay)

terça-feira, 24 de setembro de 2013


Maior pecado

Imenso amor que ao meu peito guardo,
Tão maior, não há de ser noutra vida
Que a eleve em despercebida,
Que de encantos se caminhe em fardo.

Tão maior, não há de ser em fogo-árduo
Nem de afetos que ao coração não lida,
Que de su’ existência incandescida,
Que dos cânticos que ao sol aguardo.

Amor meu, que dentre paixão me ferve,
Onde não há de me veem leve
Nem aos enganos que o fazem sorrir...

Sentimento louco em que de mim existe
Não há de ser noutr’alma em riste
E nem há de ser maior pecado a vir...

(Poeta Dolandmay)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013


Afeto

O tenho porque a vida me deu, portanto,
Para mantê-lo altivo e forte
Sem que o tenha de repente à morte,
O complemento de essência um espanto!

Sempre o mantendo de perfume infanto!
Sempre o ouvindo de inteira sorte!
Que morrer não fosse nunca a norte
Cantando... e sorrindo... chorando e tanto.

Ao sol alto e de infinito o ando viver...
De sorrisos largos, complexo, equivalente;
Que o tenho a propósito de encontrar...

Que no mesmo recesso e ao mesmo querer
O sobressalto, portanto, a toda gente,
Que o amor nos seja a vida, o som, o ar...

(Poeta Dolandmay)

sábado, 14 de setembro de 2013


Verbo–amor

Não! Não precisa amar! Eu sei que é triste!
Mas, olha, me disseram que é bom!
Que ao peito de todo lo’co existe!
Que se conjugado faz-se rir o coração!...

Quem me disse? Sei lá! Por que insiste?
Deve-me notar p’ra não ficar em vão!
Cantar... chorar... viver... consiste
Se acalentar – (p’ra amar na imensidão)

Já me disseram que até se falta ar... Sei lá!
Se fo’ sorrir tá no peito... Onde?
Se fo’ paixão não trouxeram p’ra cá!...

O quê? Vamos tentar? Deus! – (rimou com dor)
“P’ra se’ bom tem que se’ triste!” Donde,
Minh’alma, que se conjuga esse tal de amor?...

(Poeta Dolandmay)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013


Pagão

A vida segue-me andando
Sem que o destino possa-me compor...
Qual sol? Qual luar? Ando
Sem saber onde encontrar o amor...

Qual chorar? Qual mágoa? Pecando
As sombras desse caminho... Nem dor
A mimh’alma desdenhando
Possa-me servir qualquer vigor...

Lágrimas encontram-me à cadência...
Qual sofrer? S’em nada pensa
A esse falsando que ninguém viu...

A essa vida, eu respondo:
Vai andando... e cantando... compondo
A encontrar quem lhe sorriu!...

(Poeta Dolandmay)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013


Coração

Ao teu pulsar, choram as noites frias,
Ao teu pulsar não há orgias nem pecados,
Ao teu pulsar, amam os falsados,
Zombam... o que sente dor, em euforias

Aos meus acalantos de temor e de agonias...
Na solidão dos fantasmas magoados
Que vagueiam, dentre as horas, desolados
Em minha voz, de cantigas fugidias...

A vida é cinza... e sem luar, e sem primor...
Em cadências rigorosas sem amor...
De pele fria, acalentada e sem paixão
Que vestem os sepulcros do meu corpo

Aos pedaços, desse miserável coração
No compulsar... triste, e zombado, e absorto...

(Poeta Dolandmay)