
Recomeçar...
“Nada nos é tão puro quanto às lágrimas da verdade;
O reconhecimento da esperança e a renovação dos sonhos...
Nada nos é tão magnífico quanto o amor próprio.”
(Poeta Dolandmay)

O PRIMEIRO VOO
Amanhece, em um dia de fim de semana.
Meu coração palpitante estremece...
É chegada a hora de me provar ao mundo.
Indagados seres me esperam, ovacionados
Por suas grandes obras, nostálgicas, em alegrias.
Apresento-me! Pois não? Narra-me seu nome...
Cumprimentos... Mãos encolhidas, sujas!
Mãos limpas estendem-se, sem orgulho!
Rostos nojentos tiram-me com os olhos de ateus.
Faces perfeitas sorriem com a beleza dos anjos!
Uma cor! Um espinho! Um desespero! Uma flor!
Acalma-se, oh, alma, dentro de mim... Um anjo!
Um olhar surgiu-me na rua, tímido, recolhido.
Outros tão abertos, grandes, temidos...
Um anjo desce-me do céu, salvação d’um Poeta!
Olha-me nos olhos, me acalma, me segue...
O desespero acaba por uns momentos, sobre a cor!
Já da flor, sinto o aroma mais perfeito, já visto!
O espinho perfura-me o cerne, este o mais temido!
Críticos, hipócritas, devoradores de sonhos...
Velhos nostálgicos! Donos do mundo!
Carlos, Vinícius, Quintana, não!
Velhos idolatrados por seu próprio ser!
(Comedores de almas!)
Cala-se o Poeta, tímido, sem som na fala...
Ao seu canto recolhe-se sobre a proteção do anjo!
Por um instante, envolve-me sob o seu mantéu...
É a primeira vez do pássaro fora do ninho.
Marca-se a experiência, agora sim, segura!
Completa suas asas, por voar ao mundo, em ferozes traças!
Da cor: um agradecimento, um beijo!
Do espinho: uma cicatriz eterna!
Do desespero: um sofrimento necessário!
Da flor: um coração marcado!
Do anjo: faço completo silêncio... Obrigado!
Poeta Dolandmay

Eu seria vítima de cegos...
Os espíritos são silenciosos e estão
Na nossa alma e sabedoria!
Muitos acham que recebem espíritos de Luz,
Mas, nós somos os próprios espíritos de Luz!
Somos a nossa própria sabedoria e amor!
Somos seres Divinos de Deus aqui na terra e,
Futuros seres divinos dos céus!
Não existem espíritos bons aqui, se não, nós mesmos!
Nós somos os Anjos de Deus na terra que,
Aqui estamos por provações!
Aqueles que se batem, se falam, se imitam, são maus!
E existem... Mas são dos enganos que aqui moram...
Se entendêssemos os mistérios...
Mas a nossa própria ignorância nos priva disso!
Nós já nascemos com a divindade de Deus!
Não se deixe enganar jamais!
Para aquele que te sopras, o rebata com a sua Fé.
Para aquele que te enfeita o coração, o acolha em sua alma.
Somos o propósito da existência...
(Poeta Dolandmay)

UMA PALAVRA
Deus não deseja que esperemos
cair nada de os teus céus!
A voz Dele é a nossa força e sabedoria...
“Faça, que eu os Abençôo, disse o Senhor.”
Deus fala por mim!
Assim eu julgo tudo que escrevo...
Pois sinto que, a alguém Ele quer falar...
Se não a mim mesmo.
A minha alma canta o Amor que sinto pela Vida!
Se pudéssemos desvendar os mistérios...
Mas algo há para nós, e viveremos...
E vivendo...
Que os medos não nos atormentem...
O nosso Deus e seus anjos são maiores!
Confortem-se Neles.
(Poeta Dolandmay)

INSUFICIENTE
Olho para o céu e nada vejo,
tento falar com Deus do meu desejo,
mas parece não me escutar;
apenas as nuvens se movem sem parar...
E tudo parece que não existe.
Ao meu pensamento tento entender
como é que eu posso assim viver
se tudo ao meu amor vive tão triste...
(Talvez seja eu,
quem nunca quis mudar...)
O que Deus tem a ver comigo
se dentre aos mandamentos sou perdido;
uma alma destroçada sem amar...
Ao meu canto eu nada vivo!
Tudo em vão...
(Talvez seja eu,
quem não o ouviu falar...)
Poeta Dolandmay

(Poeta Dolandmay)

UM DIA PARA SER FELIZ
“Às vezes, até nos parecem ilusões,
que todos os dias desse mundo são nossos...
Como eles nos roubam à felicidade
sendo que ela está em todos os lugares?
Ela parece que nunca nos vê...
Como podemos pensar em sermos felizes
se ao mesmo tempo somos tristes
por não termos coragem de encarar a vida?
Que todos esses dias, os amargos,
os incrédulos e os miseráveis nos percam,
pois um dia, teremos que olhar para trás...
E o que veremos?”
(Poeta Dolandmay)


ILUSÃO
Eu não quero o mundo, não amo o mundo
que se faz solitário aos meus sentidos,
aos meus amores, e aos jardins benditos
que me são fiéis, e que me são profundos...
Não quero parar, nem pensar, – oh! no fim!
que tudo poderá acabar sem reconhecer
a estrada em que eu caminho, sem perder
as ilusões que se rogam dentro de mim...
Nostálgica me é a vida, o amor me é existir;
sem saber que aos corações nunca pude
o prender, nem mesmo, com ele me iludir.
Estranho me diz a transparência: estranho!
Como é que eu verso o amor em atitude
se dentro de mim, eu apenas com ele sonho...
(Poeta Dolandmay)

A VIDA
Fazer a vida viver tão livre...
Como é bom viver de esperanças...
Viver dentro de um coração
Como as almas divinas do além...
Partem a este mundo tão soltas...
Procuram infantes lembranças,
Vão livres ao tempo vagando
A brincar de encontrar um alguém...
Que esteja a nossa porta aberta...
Que entrem em nosso peito sonhando...
Dentro do coração que nos resiste
As mantas sagradas do céu...
Como é bom fazer do passado
Um presente futuro pra amar...
Pois assim, seguiremos acreditando
O afeto que um tanto deixamos
Se perder tão vil; o Amor!
Que todos vivam para sempre...
Como é bom acreditar no eterno...
Acreditar que, um dia, viveremos
Os sonhos, no todo infinito esplendor.
(Poeta Dolandmay)

CONSUMAÇÃO
Neste momento de pesar
Torna-se mudo os meus sentidos,
Não há nada por pensar,
Não há nada o que eu possa ser,
Não há nada por dizer
Aos meus próprios ouvidos.
Lamentações me cercam,
Angústias me prendem a este mundo
Incompleto de justiças, e de amor.
A todo o momento
Eu busco me reencontrar,
Mas apenas são lamentos
O que eu ouço pelo ar...
Um ar execrável, e de dor.
Não vejo vida, não vejo esplendor
Que possa dizimar o perecer
Da minha esperança,
Da minha promessa eterna
E do meu intenso viver...
Mas eu ainda sei
Que dentre as noites dos meus altos,
Que dentre tudo que esperei,
Na existência de muitos séculos,
Haverá de me reencontrar
A luz branca dos céus!
(Poeta Dolandmay)

À MULHER DOS SONHOS
No além do mundo, ainda serás a rainha dos sonhos...
Tão distante de mim, dentre os céus, a tua imagem;
flor que desabrocha entre as nuvens, verão meus olhos.
Sem corpo, como a brisa, ainda tocará a minha pele...
Serão teus os meus pensamentos, e a minha esperança
de te alcançar na imensidão e tocar o teu espírito
para toda a eternidade permanecerá em mim...
Vais, orgulhosa como as folhas das árvores, o seu intento
cumprido está em meio os jardins, pois é inverno,
e logo chegará o novo sol, e nova nascerás entre os anjos.
Hás de chegar o meu tempo, sobre o seu tempo em vida;
existência que agora te pertence em meio às estrelas, e
no além do mundo, ainda será o teu brilho como o da lua.
(Poeta Dolandmay)